19 * Adele

Antes de mais nada
Começo tendo que dizer que esse disco não tem nada de novo. Foi lançado em janeiro desse ano pela gravadora XL. Atingiu o topo das paradas inglesas na semana de lançamento e deixou uma bela impressão causada neste que vos fala, deixando-me a reclamar que não coloquei minhas mãos sempre muito bem intencionadas nesse bom disco antes
Sempre a mesma estória
Álbum de estréia que chega ao primeiro lugar sempre impressiona, mesmo isso não sendo mais tããããão incomun nesses dias cinzentos em que vivemos. Mesmo assim, atingir o topo da lista Billboard, que continua sendo o melhor indicador de popularidade entre as bandas ( sorte de uns, azar de outros ), continua sendo um feito que poucos artistas atingem.
E 19 , debut da jovem cantora inglesa Adele chegou ao topo do chart britânico deixando a mídia da terra da rainha de cabelos em pé. O fuzuê foi armado depois que começaram todos a chamá-la de nova Amy , em uma vã comparação pelos seguintes fatos: Ambas estudaram na BRIT school, uma das mais renomadas escolas de arte de Londres. O timbre de Adele muitas vezes lembra o de Amy e ambas foram nº 1 com os discos de estréia.
Agora, em defesa da moça, é preciso dizer. Adele tem uma coisa essencial que Amy não tem: Cabeça no lugar.
19 per se
Daydreamer abre o disco pra deixar bem claro que afinação e potência vocal são os pontos forte da cantora. Com um belo arranjo de violão, muito simples, deixa sua vóz tomar conta da harmonia.
A segunda faixa, Best for Last , tem um fraseado quase a cappella que deságua em um animado refrão com bons backings, encaixados perfeitamente no baixo marcante.
O single e verdadeiro dono do primeiro lugar no chart é Chasing Pavement que além da bela letra (Should i give up?/ or should i just keep chasing paviment/ even if it leads nowhere...) tem uma linha de violinos perfeita e um carisma que só não é maior que o brilho de seus olhos azuis no videoclipe.
A banda da moça começa a aparecer na faixa seguinte: Cold Shoulder tem uma levada contagiante e mais cordas pra suavizar a boa linha de batera.
Crazy for you mostra uns agudos que botam a Amy NO BOLSO (pra semear a discórdia) e abre caminho para mais uma bela letra da compositora Melt my heart to stone e para First love que na minha opinião seria perfeita para ninar até um berçário inteiro.
Difícil é descrever o que acontece com a oitava faixa Right as Rain . Tem um riff de órgon que da um clima setentista pra uma levada que tem um pézinho ,tamanho 42, na bossa nova. Candidata a hit.
Tem ainda My same que viaja em groove que horas é jazz, horas é pop. Tired tem um linha de baixo certeira e uns efeitos em cima da batera.
Hometown Glory fecha o álbum da nova queridinha da Grã-Bretanha que assinou com a gravadora apenas 4 meses depois de se formar na mais importante escola de música de todo o reino unido.
Agora tem que ter perna...
Adele disse, em entrevista ao site da Billboard, que não quer ser considerada nada mais do que cantora e por isso não tinha medo da tal da Sophomore Curse (algo como a "maldição do segundo disco") que sempre acompanha a espera pelos segundos discos de artistas que foram ao topo com o debut.
Vendo por este lado, pra mim já basta que ela passe de "menininha com vozeirão" para "Jovem Senhora com vozeirão" sem passar pelo marketing barato montado sobre o caso de Amy.
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Do Melhor
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